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2007-12-05

Dinheiro de ouro e esmola (Drhákôlláh Monsalbant Rommãnesk)

Dinheiro de ouro e esmola

Fadado meus míseros percalços, eu me ia absorto nas paixões da caridade.
Golpeava-me a brisa noturna das lembranças como ecos em ouvidos meus.
Jesus minha companhia era, por certo ter conquistado uma paz nascida
nas lúgubres ruas e avenidas das noites de néon. Jamais maldisse entanto,
o porvir dos amanheceres e nunca amaldiçoei o trabalho que corpo meu
nele se consumia. O aprendizado mais 'glorificadu' foi transmutar o dinheiro
de ouro e esmola num encanto do amor. Não há quem não necessite
dum beijo ainda que por piedade.
Ia-me nas auroras, surgia-me nas noites e ventáva-me nas madrugadas, e
Deus, era o sol da vida nas tardes de minhas reflexões.
Ousava Anne Bujont em seu tamanho imenso da matéria, ser, unicamente, um Anjo
Guardião dos Homens da cidade.


por Drhákôlláh,
Do Mundo de Anne Bujont

2007-12-04

O Cálice do Anjo (Drhákôlláh Monsalbant Rommãnesk)

O Cálice do Anjo

Que Homem sou se o lampejo do ente que me habita dita-me ser da matéria, um nobre que cisma a invisível Sacristia?
Que Homem ser diante da verdade de mim, que o Anjo da Guarda minha, está me velando sempre a testa constante lecrimejante da fé?
Vou-me dentro de minhas chamas e encontro o Anjo belíssimo me dizer:
"Drhákôlláh... falece os torpes humanos e ilumina-te na pureza da boa fé dos verdadeiros herdeiros de Chrístu. Tu, é a flama do teu passado, bem vindo a mim, teu Anjo."
Levanto olhos meus e me sei tão apenas, o cálice da vida minha.


Drhákôlláh Monsalbant Rommãnesk

Agulha de Rubi (Dráqüola Monsalbant Rommãnesk)

Agulha de Rubi

A vida apresentou-se em pérolas etéreas nas calçadas que andava. Tropecei-as aos montes mas meus saltos jamais quebraram-se. E quando os amigos de mim pensaram que iria eu sucumbir a tantas mancadas, ela, mais rápida que os cismares deles, ousou dizer-me: "Charles, meu travesti, vem a mim, fica-te e faça-se por seres bem vindo, bem vinda a mim." e entreguei-me em afeição e as noites brilharam em corpo meu!
Jesus enalteceu lágrimas minhas e o ardor de minha carne flagelada pelas humilhações foi-se, de ventura e ventura, formando-se na missão mais miserável, simples glamourosa.
Charles partiu e se viu Chrísticu, e a aurora o calçou com de saltos de rubi, imensas agulhas a luzir na amplidão.


Dráqüola Monsalbant Rommãnesk

Lodo de Mim (Drhákôlláh Monsalbant Rommãnesk )

Lodo de Mim

Auscultei mundo milhões e quando em espírito a vela minha iluminava a capela de mim, depositava ao chão meu de mármore 'branko', sedas vermnelha e púpura com o retrato do gênio meu. Muito 'lachrimei' gotas de lodo ante àquelas sedas porém, Chrístu, a genialidade dos psiquismos, mostrou-me veludos da face minha. Encantei-me com que mirei e projetei-me, lancei-me Nele.
Meu lodo foi a masmorra luminosa que me ateou, nos grilhões, a uma vida de infortúnios
Sou ainda um lodo mas, uma lama encandescente dum curativo 'azule', a face no veludo do Arcanjo e 'Chrístu', o único que suportou amar a seda e o veludo.


Drhákôlláh Monsalbant Rommãnesk

Rosas Negras (Dráqüola Monsalbant Rommãnesk)

Rosas Negras

Fui-me com o Anjo em descida para a Treva, lá, compadeci-me
dos astros que a governavam e das crianças que ela amava.
Curioso fiz uma oração e Anjo meu volitou comigo em braços seus,
dirigindo-me naquele mundo de escuras lascividades.
Quão minha surpresa ao me ver etéreo sem o Anjo! e quão grato, grata,
fiquei com a lágrima que me descia da alma!
Tortuoso para o humano é o luzeiro pensar, que a luz não ronda, como sombra,
estes seres.
O humano me é uma bíblia terrena e o céu um 'pergaminhu' sacro, e a Treva,
as rosas negras de todo o meu coração onde alma de mim, curvou-se a este espaço
a quem distante do meu sideral espaço.
O Anjo meu talhou-me em luz e sombra para escrever os 'pergaminhus' destas negras
rosas, ainda que agora, um instante nas minhas velas de púrpura cera.


Dráqüola Monsalbant Rommãnesk

Na Madrugada dos Meus Pensamentos (Dráqüola Monsalbant Rommãnesk)

Na Madrugada dos Meus Pensamentos.

Abstenho-me das flores e dos ouros humanos; sou deles contudo, pois o amor que me cabe, é de desejos puros por seus espíritos; almas sem falência absurda no elixir da solidão.
Venho dizer-vos que seus corpos são d'uma carne benigna quando esta, os incita a viver constante, no glamour do mundo. Minha carne de certo igual a deles é, mas, fiz destino meu e escolhi o glamour da alma.
Divago tanto em pensamentos meus que eles já se "viraram" madrugada, mas os dias o fazem refletir uma suave esperança verde-musga em suas cicatrizes; e as tardes, doces colóquios silenciosos com Deus.
Estou sempre aqui e aquele que me achar, encontrará um espírito, um ser feito duma inteligência profunda. Sou tão fundo e funda, que o céu, o oceano e a terra me bastariam.
O humano é irmão de mim, crente de seus corações densamente misteriosos.


Dráqüola Monsalbant Rommãnesk.

Ao ser mãe (Maria N. M. S.Domingos)

Ao ser mãe

Tive a maior riqueza
Herdei a maior beleza
Minhas filhas nasceram
Sentimento tão profundo
A maior maravilha do mundo
Mundo que não vos dou se não puder
Se me viram a chorar ou sofrer
Foi a pensar no vosso viver
Minha grande preocupação
São vocês e por essa razão
A Deus agradeço na mais linda oração.
Filhas do meu coração
Que dei vida e amo,
Que abracei e embalei
Minha vida por vós darei
São a razão do meu viver.
Muitas noites sonhei, com o vosso crescer
São o melhor que podia ter
Amar-vos-ei até morrer
Mesmo depois de partir
Minha presença, vão sentir
Se disser que vos abandono estou a mentir
São a razão do meu existir.


Maria da Natividade Marrafa Serra Domingos

Amor proibido (Maria N. M. S.Domingos)

Amor proibido

Um amor como o meu
Que amo e sinto
O grito do meu eu
Que sofro e me minto
Que quero entender
E não sou capaz
O vento que passa
Não me dá razão
Meu amor, minha desgraça
Minha grande paixão
Sofrimento meu lema
A quem dou a mão
O choro, meu tema
Esperança é ilusão
Resolve-lo meu cruel dilema
Perdê-lo eu não quero não
E meu coração teima
Nesta louca paixão
Que me mata e não tem pena
Que me tortura e me queima
Sinto lágrimas de lume
Tendo em minha mão
O cheiro do teu perfume
Meu triste queixume
Minha grande paixão


Maria da Natividade Marrafa Serra Domingos

Silêncio (Maria N. M. S. Domingos)

Silêncio

Silêncio
Deixem ouvir meu lamento,
Quero gritar meu tormento
Meu amor foi embora.
Silêncio
Meu grito é calado,
Meu lamento abafado,
Meu coração cansado
De tanto te procurar.
Meus olhos secaram
Minhas mãos postas rezaram
A pedir para ele voltar.
Perguntei ao mundo por ti
Disse-lhe o que sofri
Mas ninguém me respondeu
Nem esperança me deu
Tudo o que em mim existiu.
Foi contigo e partiu
E ninguém viu.
Já sem força para gritar
Para teu nome chamar,
Deitei-me e deixei-me ficar.
Cansada de procurar
Meu corpo desfaleceu
Meu coração morreu
Por favor deixem-me repousar.


Maria da Natividade Marrafa Serra Domingos

2007-11-29

Prece de Ano Novo (Ivone Boechat)

Prece de ano novo

Senhor,
resplandece o fulgor do
ANO NOVO.
Expectativas, mistério, perguntas,
ansiedades,
fazem da festa um mundo
de curiosidades.
Há, por toda parte, calendários,
previsões orçamentárias, planos de vida,
mas só tu sabes, Senhor, o que há de vir.
Neste instante de novidades e de abraços,
nesta hora de promessas e possibilidades,
dá que eu sinta o Teu poder e a Tua paz,
abrindo clarões no escuro da incerteza.

Senhor,
que nem mesmo a iminência da morte,
da despedida,
quando a dúvida rondar minha morada,
possam abalar-me a fé.
Que eu tenha vigor, paciência, perseverança,
pra recriar nas lições do desencontro,
e que eu sinta vontade de seguir em frente,
sempre que as circunstâncias me detiverem.

Senhor,
transporta meu pensamento
para os enlevos da vida,
fazendo-me contemplar
as visões de um novo mundo.
Renova minhas forças,
unge meu caminho,
abençoa o desdobrar
da página de cada dia.
Neste Ano Novo, Senhor,
habilita-me
para ser digna de entender
as missões da Tua obra,
iluminando-me cada passo.
Nas dores, que eu O encontre,
nas orações.


Ivone Boechat

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