frase / Rumena
Perene me fico orar pelo Homem estar, em luz e sombra dia um,
poder se embelezar.
2008-01-31
frase / Rumena
Gelo
Gelo / Rumena Damienne Drácor
Gelei espírito meu e as chamas vieram dizer, serem amigas indeléveis de mim.
Herdou minha alma em gelo viver, por somente as sombras entrarem com suas tochas de luz.
Não pintei romances nem sonhei candura achar nas terras. Vivi apenas, tão apenas, pela glória do céu descer no gelo branco de mim, como escuridões em orações.
Súplicas
Súplicas / Rumena Damienne
Um suplício eu, mergulhei nos sinos minha alma dorida de sacrifício.
As badaladas santas voaram a mim e, com asas de fogo brando, eu as abracei alentada em fé.
Fé amadiçoada pelo sentimento do humano pensar, ser de mim, a verdade mestra numa luz como um cordeiro seduzir.
Mas, minha fé entanto, uma raposa é, e só os sinos a consome em pura alma, eu a eles maestrar.
Sou da solidão, um lobo alvo a transfigurar-se em aves, pela minha vida ter sido amparada dias infindos, por corvos, benditos amigos.
Um Fogo Na Vaidade
Um Fogo Na Vaidade / Rumena Damienne Drácor
Sei-me tão crente do meu sol, que o poente
desvenda-se pelo amor na noite eu mergulhar.
Seria de mim ser encantada quando nos mistérios
das peleções minhas, doce, murmuro cemitério de
luz em mim.
Quanto ardor no meu vagar, jamais fria ser, o invisível
sussurrar às minhas novenas em altar eu erguer.
Vou com todos os meus bens e os meus males ainda
assim, descompassam nas terras por serem eles, he-
rança imediata da falsidade eu lançar fogo.
2008-01-29
frase / Rumena
frase / Rumena
Vivo em alegria pois esta não falece àquele que ama a Vida e a Morte. É do sangue sempre ser, perene Amor ser.
Música Para A Morte
Música Para A Morte / Rumena Damienne - e-mail:rumena@clix.pt
Desenhei partituras, músicas mil para a Morte.
Morte em mim rainha como uma Phênix vida imortal.
A Morte me falou, que é dela viver sem foices.
Ela somente me sussurrou, que é melodia no silêncio, buscar vaidades, pros Homens renasceres se tornarem.
Um Esqueleto
Um Esqueleto / Rumena Damienne
Um esqueleto alentei em casinhas nas florestas.
Passou ele por mim dançando seus ossos de cheiro de carmim.
Não lhe sentia naftalina ou coisa assim. Visto vir, do invisível céu desmoronar-se sobre mim, suas assas de teias com aranhas lamuriar nefasto ardor.
Mas o esqueleto amigo se tornou à alma de mim e, chorei em sua caveira uma irmã lhe ter sido dia um, das diabruras feitas de negras inconsequencias.
Hoje o esquele é de mim, irmão sonhar com a noite que habita arcanjos feitos de rosas mil e, pensando em bem de não mal dizer, suas asas de bronze ser.
Vou com meu esqueleto vingar na luz, os hipócritas proclamarem ter e, se um dia falsearem silencio, eu e ele, anjos seremos perenes o criar não falecer.
Um Anjo Numa Alma Em Sangue
Um Anjo Numa Alma Em Sangue / Rumena Damienne
Nas terras minhas onde pisei, o chão arrastou-me desenvolto ao altar na alma minha que criei.
Quanta ventura fundada no Anjo em mim que, balbuciava-me ser eu, justa na criação no sol rebentar.
Fui-me soldado sempre ser, a estas terras jamais destroçar, e o Anjo, silencioso, ensinar-me Deus murmurar.
2008-01-28
frase / Rumena Damienne
frase / Rumena Damienne
O juízo do Homem é de Deus e que, este mesmo juízo, um dia não julgue humano, Ele ser.
Escuridão
Escuridão / Rumena Damienne
Tantos sofreres assim tive, e não foi do meu coração, desfalecer nos primeiros grilhões me cegar e ensurdecer.
Contei milhões de estrelas em meu peito encimesmar, e as sombras me vieram alentar.
Certa estou em mim agora, ser da escuridão meigo fafalhar e veemente alegria em silenciar.
Dissabor algum é agora, cadáver eu, me transformar.



