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2008-03-19

POEMA BREVE

Tremo desse amor
Dessa valsa de tropeços
Do desfolhar dos sonhos
Do despetalar dos desejos
Dos mal-me-queres brotados
Na ausência do teu beijo
Tremo do teu olhar
Tremo da poesia que não leio
Do vazio que me faz dizer
O poema que em ti não vejo


por Cherry Blossom
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2008-03-18

Um Cavaleiro Negro Vindo Do sol

Um Cavaleiro Negro Vindo Do sol / by Ana Flávia Demienn - Conto dedicado ao meu amigo e irmão, Marcos Els.

Um cavaleiro. Sem escudos de prata e espadas de bronze, vestido tão somente e simples de arnês e cabelos longos, às vezes um elmo em negro, era assim que se apresentava para o mundo entregue a devaneios de inquietação e ansiedades insaciáveis mil.
Mark era seu nome. Um rapaz jovem, dos seus 21 anos, alvo, magro, cujos cabelos longos anelado nas pontas não mentiam ser ele, um soldado saído do vigor do sol.
Amante profundo do espírito que voa, ainda que em sonhos, pelos céus onde guerreiros imensos habitam, era, na terra, a fim das escuridões que lhe inspirassem momentos sepulcrais de silêncio.
Para Mark a paz devia ser parda pois neutra, em seu coração e singular e imparcial era, o que, nesta singela mas brava fé, fazia ele tornar-se um cavaleiro entre os demais homens.
Num de seus dias como em tantos outros, foi, como num ritual, visitar seu cemitério preferido, tumbas de mármore pesado e branco onde somente os corvos ali pousavam e voavam sobre o imenso céu muitas vezes vermelho, carregado de nuvens cinza; aves as quais ele tinha estreita simpatia e que, íntimas, lhe pousavam nas mãos ruflando com suas belas plumagens negras, seus dedos delgados e brilhantes de alvura, emaranhando-se por seus cabelos.
Mark sorria encantado com os belos pássaros e em silêncio alegre de gravidade, porém iluminado de juventude, lhes sussurrava preces imperceptíveis dos homens porém, de fácil entendimento àqueles corvos que pareciam abraçar todo um mundo incomum que somente ele, Mark, se encontrava apto a ter méritos, autoridade e poder para ali estar.
Pois bem...
Repentinamente, sorvendo sua alma e corpo, toda aquela atmosfera, o cavaleiro viu-se flutuar transformando-se gradativamente numa parda Fênix.
Assustou-se mas, no céu que lhe regia e comandava toda a bela harmonia daquele cemitério, uma gigantesca "Treva" lhe suspendeu no seu manto e lhe disse:
"- Tu és uma Fênix agora Mark, mas aos poucos, tu voltarás a fenecer homem; nos momentos que fores tu, baixando até o chão, recuperarás tua juventude e voltarás a ser um soldado do sol.
Eu te transformei nesta Fênix para que tu possas sentir o cheiro e a leveza do teu Espírito ainda que na dor, esteja eu em ti; porque sou Treva mas sou entanto, a paz que te ampara no mundo por ser eu tua amiga, tua irmã e ser, serva do sol que te inspira a beleza.
Eu te dou, em murmúrios, a presciência da tua inteligência junto a estas aves infinitas que tu vês abençoarem, sem que tu desconfies, a tua vida e o teu coração. Os teus corvos são teu exército alado. Jamais Mark, vá contra os desígnos do teu coração que vezes muitas venta caprichoso por querer-te de volta no sol.
Volta para casa que o céu azul, divino, te rege, e eu estou por ele -"
Lágrimas escuras nasceram daqueles fundos olhos azuis e o cavaleiro sentiu-se e compreendeu ser, a alma de uma Fênix constante estar a rogar por seu estandarte:
A paz, feita de negras vestes em brisa sempre, no poente dos mundos.

Escudo de Flores

Escudo de Flores / by Ana Flávia Demienn

Flores centenas são meu escudo destemido que avanço,
sem a vida ferir.
Vida idolatrada em mim eu envolver em meus braços, o
Amor ser o sol, o milagre das dores minhas.
Meu escudo em flores é o coração de mim, pulso ardente
de fé, que nas sombras nasceu, em cinzas envolto.

Cristo Em Anil e Cinza

Cristo Em Anil e Cinza / by, Ana Flávia Demienn

Cristo volita pelas escuridões a espalhar rosas, para os mil confins da dor.
Gigante do céu que a Treva honra em sangue doar suas almas, no fim de suas expiações, por ele sonharem suas vidas eternas.
Cristo ama o início e o fim.
Jamais espanta-se com almas e Homens que em suas essências, tornar-se-ão,
um dia, rosas espalharem-se por trevas outras e por mundos outros.

2008-03-13

Jura

Jura / by ana flávia demienn

O espaço me cobre a alma.
Eu lhe abraço solar os "cabelos" de estrelas.
Neste casamento tudo é maravilhoso.
Maravilha mágika o meu Espírito ter morado sempre nele.
Sol e noite são a minha jura, ainda que nas terras, eu viva só,
sob a intemperança do mundo.

2008-03-12

Floresta em Chamas

Floresta em Chamas / by Ana Flávia Demienn

Numa floresta encontrei árvores em ardor.
Chamas em glória a saudar as vozes dos séculos.
Tudo era um festim onde mil novenas os córregos oravam encantados, com o céu em luz de anil.
Fui-me voar para lá com humanas vestes alvas, enfeitadas de folhas esmaltadas do verde mais puro.
Por fim caí nas terras pronta para ser rainha do tempo que secular, tornou-se vulto,
uma sombra amiga e branda, a abençoar meu corpo, no invisível eterno.

ANSEIO

ANSEIO

Um desejo
Aflora à pele
Uma nota de amor
Um vislumbre
Um anseio
Anelos de flor e perfume
Num campo inóspito
O rebento
De um fruto seco
Sonha primaveras

por Cherry Blossom
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Casamento Eterno

Casamento Eterno / Ana Flávia Demienn

Criança me fui as mãos casar, com o Príncipe do meu coração.
Príncipe descido dos Espaços vestido de estrelas.
E neste maravilhoso casar, jamais no entanto, o beijei.
É ele o sonho que nunca termina.
Sou eu e ele, um céu, a Eternidade no infindo horizonte.

Maculado Sol

Maculado Sol / Ana Flávia Demienn

O sol me habita maculado de brilho santo.
Santidade esta, resplandecente em olhos meus por momentos feitos de cetim.
No silêncio do seu ouro, diz-me sempre minha alma ser, cálice feito do mais fino sangue...
...Voar pelos céus no meu silenciar, eu me entreter.

2008-03-09

Um Sol no Pardo Céu

Um Sol no Pardo Céu / Ana Flávia Demienn

A escuridão me disse imponente, que deveria eu fazer-me sua irmã.
...Que em glória ardiria eu, se a ela soubesse amar tanto quanto um ser simpatiza-se com a luz.
Tomou ela minha face e lhe mostrei toda dor dos confins do meu peito.
Seu manto imenso negro, acariciou meu rosto e branda, beijou-me as mãos e a testa.
Adentrei seu frio mas... sua oratória me fazia dormir.
Disse-me ela ser a Morte ainda que em vida, se morre em vigília.
Entanto, disse ela ser o sol, ainda que este, esteja intacto no meio do céu marinho azul.
Por fim, anos passaram e ela não me deixou.
Compreendi ser ela minha Mãe quando, meu sol, no coração, despertou na etérea escuridão, comigo nas suas gigantescas mãos de manto.

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