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2008-02-08

Césares

Césares / Rumena

Um mundo pode tremer e ruir à forte presença dum Astro cheio de fogo e sol.

Astro em espírito. Astro em energia. Mas um Astro que ão herdou de César a sua imponência e glória.

Um Astro que vive no frio espaço no aconchegante ceio por ser perene essa, sua morada.

Não pertence aos Césares as estrelas confundidas em nós.

Somente pertence aos Imperadores estes, suas coroas feitas por suas próprias criações.

Luminária

Luminária / Rumena Damienne

Sou vida aqui na minha noite. Treva de sombras a acalentar a luz também que me habita.

Luz que bendiz a Treva luminária como a lua, brilhante e austera, calar, ser única capaz, a dor da injúria.

Sei-me salvar nos dias todos o mundo em mim; festejos vitórias minhas, de Cavaleira.

Pântano / Rumena Damienne

Pântano / Rumena Damienne

Sou Verde e Sol e... Sombra a abraçar Pântano infecundo.

A Justiça Em Matiz

A Justiça Em Matiz / Rumena

Volito em ares mim o céu interno que me habita.

Seu manto emerge em razões atemporais e me vôo atravessando a escuridão para casá-la numa luz intrusa de paz.

Caio às terras e me sei sempre, uma justa Imperatriz.

O início do fim em relâmpagos de escarlate matiz.

2008-02-06

Psiquismo

Psiquismo / Rumena Damienne

Versos mil faço em novenas à sombra da minha luz, paciência anil nas estações em ardís.

Ardís de mim, glória Imperatriz, no Alto Celeste sem fim.

Milhões em Treva as almas assistem cenário tão cheios de jasmins.

Sou uma em cerne meu, perfumando o Invisível, a escuridão que leio nos versos da minha psique.

As Pétalas

As Pétalas / Rumena Damienne

Uma rosa me cai cálida no Espírito e que pétalas, cravejadas de rubi, são seus toques que me vigoram as letras
o ser, em sombras luminosas resvalar.

No fundo dos olhos meus, bendigo os sonhos da inconsciência, gênio de mim, faculdade silenciosa e criadoura, no governo de vida minha.

Que alegre é a ventura com que valso pela realidade sem andar, meus pés, a tocar suas chatas devassidões.

Sou um Espírito luminoso obscuro, mas sou destas rosas ainda aqui, um dia diamante das carnes esparramar, em pétalas, milhões de brilho em angelitude.

2008-02-04

frase / Rumena Damienne

frase / Rumena Damienne

Não se deve falsear uma vida, a pérola do Homem, em levianos atos cuja razão vezes tantas impele.

Reis

Reis / Rumena Damienne

Vivo em paz minha singularidade se manisfestar ainda que em meio das "mortes" humanas.

Meu ser já, imaculado dessas sortes, faz-se um murmurar num bendito canto sacro se adornar.

Quero estar sempre neste altar o mundo, se quer desejar ver para pestanejar.

Um mundo autêntico, é a depravação degenerada dos reis, mais absurdos em razão.

Ave Pura

Ave Pura / Rumena Damienne

Desabrocho sempre quando a alma em vôos necessita viver.

Corpo também em leve vida, necessita se maestrar.

Que Belo não é a busca duma ave eterna!...

Vivência contudo, carregada de desprezo mas, uma glória sempre ecoa:

A Pureza ser constante transformada, em etéreo ser, de carne e espírito.

Delongas Em Minha Carne

Delongas Em Minha Carne / Rumena Damienne

Fui-me crente de mim os dias todos de chuvas.
Não tive entanto, alguém jamais por mim chuviscar.

Em imensa luz me entreguei indelével às alturas da cândura.

Transformei-me em cádáver luminário!

As sombras contudo me levantaram e comfabulei delongas com seus conselhos de sensatez.

A luz nos empurrou finalmente, para um sem fim na profissões do céu perene.

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