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2008-05-28

Do Vento, As Rosas da Minha Tarde

Do Vento, As Rosas da Minha Tarde / by ana arc

Fui me alegrar nas noites, o vento me ventar
brando em seu furor de tempestade.

Mas não me fiz alarde, ele ser de mim, anjo
em majestade.

Que alegria infinda quando na simplicidade,
encontrei rosas alvas, alarde sem fazer, de suas
luzes quando nas sombras, se escondem só para a dor
espreitar em seus amores!

O vento me escreveu na tarde, eu nas suas asas,
ser tarde que sempre nasce, no jardim das
rosas que não ostentam suas pérolas, às sombras
que precisam delas.

2008-05-19

Uma Grave Oração

Uma Grave Oração / by Ana Arc

Um anjo se fez no furor dos dias, a Vida chamá-lo em confissão.

E quedou nas terras vestido de parda oração, o Amor lhe ser arrimo de sagração.

Por muitas Eras sonhou o anjo seus negros cabelos, ser éter de salvação!

Que o quê! O anjo não voava pois a verdade não é feita de asas!

O anjo só lacrimejava a alegria do seu orar, ser o destino a lhe louvar.

E foi-se a andar pelos chãos seu terço derramar.

A vida e Morte o acompanhavam visto serem elas, a fusão do perpétuo criar!

Dia feito a lua caiu em seus cabelos de parda ternura! E a prata brilhou dos seus dedos de alvura!

Dia feito o sol encheu seus pés de chama e ele flutuou pelo seu coração afundado em brandura!

Mas não era dia nem tarde; apenas uma noite de tempestade!

E diz o inverno daquele dia, que na hora sétima do crepúsculo, o anjo sua oração terminou em jura, as terras terem se regado de brancura!

PATER NOSTER

A ESTRELA
MOSTRARÁ O CAMINHO
NA MANGEDOURA
ESTARÁ UM MENINO

ENVOLTO
EM PANOS SOZINHO
E EM SUAS MÃOS
NOSSO DESTINO

A ESTRELA
DARÁ UM SINAL
E NAS TREVAS
BRILHARÁ UMA LUZ

PARA EXTIRPAR
TODO O MAL
NASCERÁ O
CRISTO JESUS

“IN NOMINE CHRISTI AMEM”


JUNIOR SOUZA DA SILVA

© OMNI - 2008

LIBERDADE

Ele queria ser livre daquela prisão que o atormentava dia e noite.
Trancado, numa sela fria, pensava na vida e nos anos que ainda lhe restavam para viver.
Condenado por diversos crimes, julgado pela justiça dos homens, passava todo o seu tempo folheando as páginas de uma velha Bíblia.
Ele havia encontrado descanso nas páginas daquele livro sagrado, cujas palavras lhe davam refrigério e paz de espírito.
Com um olhar atento em cada linha, penetrava profundamente na Palavra de Deus.
Buscava ajuda, procurava uma saída para fugir dos sofrimentos causados pelo desprezo e o abandono que dilacerava o coração.
Ouvia constantemente os agudos gemidos de sua alma.
As lágrimas rolavam pela sua face, trazendo-lhe um passado que ele queria esquecer.
Os maus tratos no cárcere, as injúrias, as torturas pelas madrugadas, e os abusos sofridos por companheiros criminosos que por várias vezes tentaram por um fim em sua vida.
Um homem solitário, vivendo á espera de um milagre.
Ele encontrara refúgio nas palavras do Senhor Jesus, que o transformou em um novo homem.
E o seu passado ficou para trás...

Ele ainda continua atrás das grades...
Porém, sua alma está livre!

“As grades podem aprisionar o seu corpo, jamais a sua alma”. (Junior s. silva – 15/05/2008)



JUNIOR SOUZA DA SILVA

© OMNI - 2008

NAUM 2:4

OS CARROS SE CHOCARÃO NAS PRAÇAS
CAUSANDO A MORTE E A DESGRAÇA
O SANGUE ESCORRERÁ NAS RUAS
E AS DENSAS NUVENS COBRIRÃO O SOL E A LUA


JUNIOR SOUZA DA SILVA

© OMNI - 2008

CHINA

A CHINA CHORA AGORA
E A DEUS IMPLORA
A CHINA ESTÁ TRISTE
POIS OS SEUS FILHOS FORAM EMBORA

DEUS SALVE A CHINA!
DEUS SALVE A CHINA!

A CHINA ESTÁ DOENTE
DE LONGE O SEU CLAMOR ESCUTO
UM TERREMOTO DE REPENTE
TROUXE A MORTE A DOR E O LUTO...

DEUS SALVE A CHINA!


JUNIOR SOUZA DA SILVA

© OMNI - 2008

PIEDADE

DEUS TENHA MISERICÓRDIA!
OS JOVENS METEM MEDO
AS GAROTAS ESTÃO ENGRAVIDANDO MAIS CEDO
OS FILHOS FOGEM DE CASA
A FIM DE VOAREM COM SUAS PRÓPRIAS ASAS

DEUS TENHA PIEDADE!
GUARDE OS NOSSOS SEGREDOS
PERDÕE AS NOSSAS MALDADES
AS NOSSAS INIQUIDADES
NOSSA ATITUDE COVARDE

DEUS TENHA MISERICÓRDIA!


JUNIOR SOUZA DA SILVA

© OMNI - 2008

2008-05-15

Preciso de você

Eu preciso te sentir,
No meu melhor lugar.
Eu preciso ouvir,
Eu preciso inibir,
O medo de continuar.
Eu preciso viver o teu amor,
Sentir teu calor,
Preciso tocar meus lábios,
E sentir o doce dos teus.
Preciso ter você,
Preciso dizer,
Preciso te amar,
Por que tu eis a minha vida,
Eis o meu ar,
Eis a minha beleza,
Eis o meu mar.
Eis parte de mim.
E no meu mundo sem fim,
Preciso viver,
Preciso morrer,
Preciso descobrir,
Preciso aprender,
De tudo um pouco,
De você o máximo,
Pois quanto mais a amo,
Mais minha vida eu vivo.

(Antonielson)

contato: anttonyy_10@hotmail.com

blog: http://literaria.uniblog.com.br/

Socorro, meus netos estudam numa escola moderna!

Constantemente, incessantemente, ouvem-se agressões à Escola Pública tradicional como se ela fosse um aparelho manual de fabricação de monstros. Sobrevivente feliz desse “tipo” de escola, sou testemunha ocular, porque estudei nela e quero relatar o que se passou ali.

O hino da Escola, lindo, foi composto por um pai de aluno. As datas cívicas não passavam em branco. A Escola era uma festa!

Estudávamos, sim, numa cartilha de modelo único, considerada, hoje, como sucata antipedagógica, quadrada, boba, sem cores, barata, mesmo assim, nem todos tinham acesso a ela, houve casos em que o aluno conseguia uma toda despencada, mas a encapava e conseguia recuperá-la, porque aquela cartilha era preciosa para nós...Aprendíamos a amá-la e respeitá-la.

Na sala de aula, havia um quadro-“negro”, desbotado, dividido ao meio, porque eram duas turmas de séries diferentes na mesma sala. Nós aprendíamos a respeitar o espaço do outro! Ah! Não posso me esquecer... havia disciplina...Quase ninguém tinha transferidor e compasso, mas éramos capazes de reconhecer o compasso das músicas. Tínhamos aula de música.

O material escolar se resumia em dois ou três cadernos finos, lápis nem sempre coloridos. Poucos possuíam uma caneta a tinta...dava status...era o máximo! Na minha Escola havia um coral e cantávamos em latim, francês e inglês. Havia aulas de trabalhos manuais e aprendíamos a fazer bainhas, a pregar botões e a costurar as roupas das bonecas. Aprendemos a gostar de artes! Brincávamos no recreio com petecas, bolas, piões. O recreio era maior, brincávamos de roda. Fazíamos peças de teatro na Escola.

Boas maneiras, ética, elegância ao falar, e treino ortográfico eram comuns. Nossa letra não era um garrancho, tínhamos caderno de caligrafia. Nosso livro para estudo da língua portuguesa tinha uma antologia dos poetas brasileiros. Até hoje sei de cor Augusto dos Anjos(quase ninguém hoje sabe que ele existiu) Olavo Bilac, Machado de Assis, Casimiro de Abreu, Castro Alves e muitos outros.

Evidentemente, reconheço os equívocos daquela Escola.

Mas...e hoje ? Como vai a Escola ?

Ivone Boechat

Amor e Insensatez VI

Amor e Insensatez VI

Cegar-se de amor
E não mais se achar
Perder-se então
E por fim te encontrar

Por Cherry Blossom

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