Éramos apenas palavras
Mas nossas almas
Insistiram em falar
Houve em nós silêncios...
por Cherry Blossom
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2008-04-15
Amor e Insensatez IV
2008-04-08
Amor e Insensatez III
Amor e Insensatez III
Mel e fel
Gotejam da nossa boca
Mas o verbo
No nosso palato amoroso
Sempre resulta insípido
por Cherry Blossom
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2008-03-31
Amor e Insensatez II
Amor e Insensatez II
Teu olhar contava-me histórias
Que eu nunca ouvia
Quando fechaste os olhos
Quis ler-te
por Cherry Blossom
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2008-03-29
O poeta
por Elaine
Pra ter alma de poeta às vezes é preciso chorar com as comedias,
Rir dos dramas;
É preciso enxergar com a alma,
Falar com a caneta,
Rasgar a carne para expor seu interior;
É preciso escrever com suor e sangue cada verso;
É procurar tudo no vazio,
É perceber que não é possível algo ser impossível;
É ver que somos mais do que dizem,
E menos do que queríamos de fato ser...
É ser paradoxal, ambíguo e claro ao mesmo tempo;
Pra ser poeta é preciso magoar a sociedade com a realidade,
É ter pulso firme, e enfrentar tudo de cabeça erguida,
Mesmo que chorando lágrimas de sangue...
É cravar a espada no próprio peito...
Ser poeta é ser anjo e demônio,
É ser Deus e humano,
Criatura e Criador...
Último Adeus
por Elaine
E as rosas insistem em florescer novamente.
E a chuva cai em grossos pingos lá fora.
E a dor no meu peito incomoda; envelhece; piora...
Foram tantos os momentos de tristeza,
Que ainda agora palavras impares,
Para que não falte descrever a nenhum sentimento...
As horas passam, os dias correm e os meses se vão;
Porém assim permaneço por mais um ano que se desprende de sua aurora...
Tristemente alegre,
Insanamente lógico
Aqui
Ali
Onde for...
2008-03-25
Amor e Insensatez I
Cansei de estilhaços de dor
e punhais de saudade
Queres me amar?
Não me fales de amor
por Cherry Blossom
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2008-03-22
Brumas
Brumas / by Ana Flávia Demienn
Ao rei dos céus segredei o anjo de mim, eterno voar.
Honrou sua coroa em cabelos meus, e plainei como um corvo nas terras pelos endiabrados tempos de negros agouros.
Reencontrei-me com o rei e lhe honrei a coroa inpregnada de corvos que por ele, marcharam sem vida de orgulho e vaidade, reverenciar nas terras, imersas em brumas de trevas.
Festas Encantadas
Festas Encantadas / by ana Flávia Demienn
Sabido me foi ter nas luzes antes de jurar-me nas escuridões, o sol me bendizê-las em dor.
Vivo menina em festas saudá-las nas tardes, o sol singelo me habitar, não me molestar na indignação da vaidade.
2008-03-21
Cabelos de Água
Cabelos de Água / by Ana Flávia Demienn
Na água pura envaideço meu corpo de verniz.
Embebo meus cabelos e logo tornam-se mil asas, a noite abraçar.
Minha alma é sempre nuvem pelo céu se movimentar.
Meu corpo é sempre noite, nos arredores das terras, flamejar.
2008-03-19
POEMA BREVE
Tremo desse amor
Dessa valsa de tropeços
Do desfolhar dos sonhos
Do despetalar dos desejos
Dos mal-me-queres brotados
Na ausência do teu beijo
Tremo do teu olhar
Tremo da poesia que não leio
Do vazio que me faz dizer
O poema que em ti não vejo
por Cherry Blossom
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