Imaginei
Durante a madrugada,
Quando a lua invadiu meu quarto,
Imaginei você chegando,
Devagarinho me abraçando!
Quando amanheceu,
E o sol, a manhã despertou,
Imaginei você,
Sua voz dizendo: Bom dia!
Tudo se iluminou...
Agora, durante o meu dia,
Em tudo estará presente.
Pois já me abraçou,
Cumprimentou...
Me trouxe alegria.
Estou radiante!
Simone Papa
2007-11-19
Imaginei (Simone Papa)
Acabou (Joanna Torquato)
Acabou
Lagrimas rolam em meu rosto
Saudade, amor ou desgosto?
Não consigo controlar
elas teimam em rolar
Tantas coisas a pensar
Que para mim nem carinho dá
Converçar quê?
Nem pensar
Não consigo entender
Como foi se esconder
Aquele sentimento tão lindo
Que paracia infinito
Amor, amar
Como fui acreditar
Que seria para sempre
E se acabou tão derrepente
Hoje não sei o que sobrou
Mas tenho certeza que esse amor
Que em palavras e gestos demonstrava
Hoje sei que me enganara
Joanna Torquato
2007-11-17
O Silêncio da Solidão! (Aparecida Machado)
O Silêncio da Solidão!
Olha só! O Silêncio da Solidão!...
Ela traz o compadecimento de uma perdida paixão...
Ela traz o acalento de uma verdadeira ilusão...
Ela traz o sombrio ébrio de uma mente vaga, sem brio e sem razão...
Ela é a verdadeira companheira do tempo, da noite e da escuridão...
Ela vem nas longas asas de um anjo negro, de nome lembranças, de uma vaga impressão...
Ela é um coração dividido, mas sem nenhum amor e sem nenhuma paixão...
Ela embriaga as noites de beijos e afagos frios como o vento da madrugada, de pensamentos sem emoção...
Ela é o tempo que perde nas alturas da noite e nas profundezas da escuridão...
Ela é o anjo negro de longas asas que aparece no vislumbre de uma ilusão, misturado a uma antiga paixão...
Escuta!...
Olha Só!...
É o Silêncio da Solidão!...
Aparecida Machado.
2007-11-13
A Partida (Joanna Torquato)
A partida
Você partiu
Simplesmente se despediu
Deixando essa dor que invade
Meu peito que quase explode
De tanta saudade
Saudade dos tempos que juntos passamos
De momentos que nos amamos
De tanta cumplicidade
Em nossa intimidade
Fidelidade e confiança
Planos e esperanças
Éramos dois em um só
Em noites de lua e dias de sol
Você partiu
Simplesmente se despediu
Deixando para trás
Não querendo mais
Aqueles momentos de tanta paz
Que junto passávamos
E com intensidade amávamos
Joanna Torquato
6-Sofrimento (Nadja V. Teixeira)
Data: 27/08/07
6-Sofrimento
Lagrimas cainhem por minha face
Não consigo busca o motivo para o sofrimento
Só dessa vez posso afirma que não choro por ti
Mas sim por um dia ter sido tola o bastante
Para acredita em suas doces palavras
Mas não se preocupe comigo. Pos hoje irei embora
Caminharei com paços largos ate o fim
E quem sabe um dia poderei volta,
E ai sim enxuga minhas lagrimas
Alto (a): Nadja v. Teixeira
2007-11-11
Não te quero, mas (Nadja V. Teixeira)
Não te quero, mas.
Um dia o amor me fez sofre, mas hoje.
Quero olha em teus olhas e deser-te
Que não te quero, mas.
Já cheguei a dar-te tudo que de bom em mim avia.
E você não deu valo para o que possuía.
Agora conheço-li bem,
Sei a tua capacidade de ser inútil e desprezível
Conheço seu verdadeiro eu.
E farei o possível para desprezar-te ao estremo,
Ate chega o ponto de não senti sua insignificante
Presença ao meu lado.
Nadja V. Teixeira
2007-11-06
A revolução das flores (Ivone Boechat)
A revolução das flores
Num vale florido, o perfume envolvia as abelhas que trabalhavam, com muito entusiasmo, compondo um belo cenário com borboletas e beija-flores felizes.
Corria por ali a notícia que homens armados contra a Natureza estavam chegando.
Ali, nesse paraíso, as flores estavam tristes e foram procurar as árvores mais velhas. Convocaram a espada-de-sãojorge, comigo-ninguém-pode, os espinhos da coroa-de-cristo e partiram determinadas.
Debaixo de uma frondosa árvore, pediram um conselho: o que fazer para convencer ao homem que gosta de destruir a vida, para que se arrependa e comece a reconstruir e a preservar... Aquela senhora árvore centenária, indignada, desabafou:
- A nossa expectativa de vida pode chegar a centenas de anos de vida útil, sem esclerose, osteoporose, lordose... que tanto afligem os humanos. O maior perigo é a serra elétrica, o machado, o fogo.
A rosa concordou e acrescentou:
- O maior perigo de todos é o homem sem educação.
Então as flores deram-se as mãos e decidiram propor que todo homem destruidor e vil fosse educado, desde menino, para plantar o amor-perfeito em volta das casas, das escolas, das empresas, das igrejas, porque quanto mais cedo a criança aprender a amar o planeta Terra, maior é a chance de começar a prevenir e a preservar a Natureza.
Aí, animação geral! Veio o copo-de-leite e se ofereceu, sem contaminação, puro e fresquinho para ajudar a oxigenar os vales. Boca-de-lobo prometeu mais ação, ao invés de criticar por criticar. Hortência preferiu plantar-se melhor para não ficar por aí, sem se cuidar, desbotada e feia. A dama-da-noite, tão sumida, ultimamente, disse que a noite é uma criança e quer voltar a perfumar o espaço dela.
A noite foi chegando e as flores se recolheram com a promessa de juntar-se aos homens não só nas horas tristes e dolorosas. Elas querem voltar com todo o esplendor e formosura, espalhando graça e perfume para receberem com o cálice transbordante de néctar os beija-flores.
Ivone Boechat
2007-11-05
A Noite (Aparecida Machado)
A Noite.
Está é a noite!... Cheia de mistérios... Cheia de surpresas... Profunda como as horas que se perdem pela névoa do silêncio, onde a solidão deixa seus resquiços de um passado, enterrado por longuinquas terras sem um verdadeiro nome...
A noite trás a lua, quando esta aparece augusta, por entre esta mesma névoa e por entre núvens cinzas de saudade de um tempo imortalizado nos pontos brilhantes, que o céu noturno revelam aos olhos nas formas de estrelas.
A noite atrai seus maravilhosos animais, misteriosos, perigosos, ferozes, de voracidade inconfundivel e indefinivel, como seus adoradores, que vagueiam pela embriagues do cheiro de sua brisa gelada, que aumenta se transformando em um vento parecido com o mistral...
Tocados pelo ósculo de folhas úmidas de orvalho... Simplesmente natural, como a criação do universo e tão antigo como ele...
Assim ficam os arcanjos noturnos em companhia dos anjos da madrugada, que tecem no tear da noite o crepúsculo já perdido por uma alvorada, onde rapidamente os raios solares tomam conta do mesmo céu, que há pouco era espaço de uma noite fria... Misteriosa... Surpreendente e profunda...
Aparecida Machado.
2007-11-02
Noite sem Luar (Aparecida Machado)
Noite sem Luar.
A brisa já anunciava a chegada da noite, quando ainda em minhas lembranças se propagava o som do seu sorrizo e em minha mente ficava o brilho de seus lindos olhos... Negros... Como aquela noite sem luar.
Agora ao escutar os pingos de chuva a molhar o solo e o vento frio que convida a tristes recordações, sinto falta daquelas noites, que não chovia, mas também o frio convidava a taças quentes de vinho... quentes como nossos corpos unidos, feito um laço de fita, que o tempo se atreveu a desmanchar, mas eternizou-se em um passado esquecido e enterrado, como um cemitério abandonado... Que ninguém se lembra... Nem onde se encontra...
Assim ficaram estas lembranças enterradas e esquecidas... Às vezes só por mim lembradas...
Assim eu me lembro... Daquele sorrizo!
Assim eu me lembro... Daquele olhar!
Assim eu me lembro... Daquela noite sem luar!
Aparecida Machado.
2007-11-01
O Tempo (Aparecida Machado)
O Tempo.
Estava um dia, todos os sentimentos reunidos em uma casa em frente a um lago...
Quando sem querer uma disculssão entre o amor e a ilusão, fez com que a confusão esbarrasse em um dos castiçais da casa, que batendo no assoalho de madeira...
Fez com que a casa pegasse fogo de imediato...
O primeiro a se mobilizar a salvar os outros que lá estava, foi o amor...
E vagarosamente ele foi retirando um a um dos sentimentos, que aos poucos ficavam mais presos entre as chamas...
Quando ao retirar o últimos dos sentimentos, o amor não tinha mais como sair sozinho...
... E ninguém quis ir salva-lo! Ficando lá preso por entre as chamas...
Quando de repente vinha uma pequena barca, com um velho com uma enorme capa...
... E em uma das suas mãos uma lamparina... E este foi lá e colocou o amor em sua pequena barca...
Nada mais ele falou ao amor enquanto atravessavam o lago... O amor surpreendido pela ação, não teve palavras para expressar sua gratidão...
Quando já salvo... E em terra firme... O amor foi até a sabedoria perguntar quem tinha o salvado...
Quem era aquele que em sua barca me salvou?
E a sabedoria o respondeu: - Era o tempo... Porque só o tempo pode salvar um grande amor...
Aparecida Machado.



